#DICAS

MEU FILHO MORDE,
MEU FILHO FOI MORDIDO.
E AGORA?

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Quando as crianças pequenas frequentam um espaço coletivo, é comum aparecerem as mordidas no dia a dia. Elas são ruins para todos: os pais da criança mordida ficam tristes e bravos, os pais da criança que mordeu sentem-se  constrangidos, criança que foi mordida fica assustada e o colega que mordeu também. Muitas vezes pensamos que a criança que mordeu o fez de propósito, com intenção de machucar. Porém, não é verdade. Crianças pequenas se expressam de diversas formas, pois estão desenvolvendo a linguagem verbal.

 

A mordida é uma forma de expressão: podendo ser demonstração de  insegurança, ciúmes, euforia ou algo físico como fome, sono, dentes nascendo, ou ainda uma forma de carinho. Mesmo sendo parte da expressão da criança pequena, devemos intervir da melhor maneira possível. Entender que são crianças em crescimento e em processo de aprendizagem social, não julgar a educação familiar ou criar rótulos. É importante nesta hora serenidade, afeto e compreensão tanto para quem foi mordido ou para quem mordeu.

 

É preciso mostrar-se a criança como ponto de apoio, para que ela se sinta segura em buscar o adulto. Com isso ajudamos as crianças a ampliarem suas maneiras de se expressar. Por exemplo, quando identificamos que a criança de dois anos morde numa disputa de brinquedos. Explicamos a ela que poderia ter conversado com o colega ou ter pedido ajuda de um adulto, ao invés de morder. Podemos oferecer também almofadas, bichos de pelúcias para as crianças morderem, dessa forma elas exteriorizam o sentimento. Explicando sempre: “Você pode morder a almofada, apertá-la… Mas, o amigo não poderá morder, porque machuca, e eu não deixaria ninguém te morder também.” Existem hoje colares específicos para quem está na fase de morder, que ajudam a saciar essa necessidade biológica de morder.

 

Por Thalita Gomes

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